GlossárioDespezzas

Glossário de finanças pessoais

Cada termo aqui é definido em uma frase, antes de qualquer contexto. Se você só quer a resposta, ela está na primeira linha.

Orçamento e rotina financeira

Os conceitos que sustentam o mês fechar no azul.

Orçamento

Orçamento é o plano de quanto você pretende receber e gastar em um período, normalmente o mês.

Diferente do extrato, que registra o que já aconteceu, o orçamento é uma previsão: ele existe para ser comparado com a realidade no fim do mês e ajustado no seguinte.

Fluxo de caixa

Fluxo de caixa é o movimento de entradas e saídas de dinheiro ao longo do tempo.

Duas pessoas com a mesma renda anual podem ter fluxos muito diferentes: quem recebe em datas descasadas dos vencimentos precisa de mais folga em conta, mesmo ganhando igual.

Despesa fixa

Despesa fixa é o gasto que se repete todo mês com valor previsível, como aluguel, mensalidade e assinatura.

Fixa não quer dizer imutável: é o grupo com maior efeito acumulado, porque cada corte se repete doze vezes por ano.

Despesa variável

Despesa variável é o gasto que existe todo mês mas muda de valor, como mercado, combustível e delivery.

É onde a categorização importa mais: sem separar por categoria, a variação some dentro de um total único e não dá para saber o que subiu.

Gasto recorrente

Gasto recorrente é qualquer cobrança que se renova automaticamente até você cancelar.

Assinaturas esquecidas são o caso clássico: por serem pequenas e automáticas, raramente aparecem numa revisão feita de memória.

Custo de vida

Custo de vida é o total que você precisa gastar por mês para manter o seu padrão atual.

É o número que define o tamanho da reserva de emergência: reserva se calcula em meses de custo de vida, não em múltiplos do salário.

Regra 50/30/20

A regra 50/30/20 sugere destinar 50% da renda líquida a necessidades, 30% a desejos e 20% a poupança e quitação de dívidas.

É um ponto de partida, não uma lei: em cidades com aluguel alto, a fatia de necessidades passa de 50% com facilidade e o ajuste realista costuma sair dos 30% de desejos.

Reserva de emergência

Reserva de emergência é o dinheiro guardado em aplicação de liquidez diária para cobrir imprevistos sem recorrer a dívida.

A referência mais usada é de três a seis meses de custo de vida, e mais para quem tem renda variável. O critério que importa é conseguir resgatar no mesmo dia sem perder valor.

Veja também: Simular quanto a reserva rende

Conciliação bancária

Conciliação bancária é conferir se cada lançamento registrado por você bate com o que o banco processou.

Sem conciliar, o saldo do app e o saldo real divergem aos poucos — e a partir daí todo relatório passa a descrever um mês que não existiu.

Categorização automática

Categorização automática é o processo em que o app classifica cada transação em uma categoria sem você digitar nada.

A classificação parte do estabelecimento, do valor e do histórico de correções que você já fez, então a precisão aumenta conforme o uso.

Veja também: Como o Despezzas categoriza

Renda, salário e tributos

O que sai do bruto até chegar no que você realmente recebe.

Salário bruto

Salário bruto é o valor acordado em contrato, antes de qualquer desconto obrigatório.

É a base de cálculo do INSS, do IRRF e do FGTS — por isso aparece na proposta de emprego, mas nunca na conta bancária.

Veja também: Comparar CLT e PJ

Salário líquido

Salário líquido é o que sobra do salário bruto depois dos descontos obrigatórios e dos descontos em folha.

É o número que deve entrar no orçamento. Planejar sobre o bruto é o erro mais comum de quem começa a organizar as contas.

Veja também: Calcular o líquido

INSS

O INSS é a contribuição previdenciária descontada da remuneração, calculada por faixas progressivas até um teto.

Por ser progressivo, cada faixa da remuneração é tributada pela sua própria alíquota — a alíquota efetiva é sempre menor que a da última faixa alcançada.

Veja também: Faixas vigentes

IRRF

IRRF é o Imposto de Renda Retido na Fonte, descontado do pagamento antes de o dinheiro chegar até você.

A retenção é uma antecipação, não o imposto final: o acerto acontece na declaração anual, que pode gerar restituição ou imposto a pagar.

Veja também: Tabela IRRF atual

IRPF

IRPF é o Imposto de Renda da Pessoa Física, apurado na declaração anual sobre tudo que você recebeu no ano.

Na declaração você escolhe entre desconto simplificado e deduções legais — vale o que resultar em menos imposto, e a comparação é aritmética, não estratégia.

Veja também: Estimar o IRPF

Dedução por dependente

Dedução por dependente é o valor abatido da base de cálculo do Imposto de Renda para cada dependente declarado.

Existe uma versão mensal, aplicada na retenção na fonte, e uma anual, usada na declaração — as duas descrevem o mesmo benefício em períodos diferentes.

Veja também: Valores vigentes

Pró-labore

Pró-labore é a remuneração que o sócio retira da própria empresa pelo trabalho que exerce nela.

Diferente da distribuição de lucros, o pró-labore é base de INSS e de IRRF — é a parcela da retirada que se comporta como salário.

Simples Nacional

Simples Nacional é o regime tributário que reúne vários tributos em uma guia única, o DAS.

A alíquota efetiva depende do anexo da atividade e do faturamento acumulado dos últimos doze meses, então ela muda ao longo do crescimento da empresa.

DAS

DAS é a guia mensal de recolhimento dos tributos do Simples Nacional e do MEI.

Para o MEI o valor é fixo e atrelado ao salário mínimo; para as demais empresas do Simples, varia com o faturamento.

Veja também: Salário mínimo vigente

MEI

MEI é o Microempreendedor Individual, regime simplificado para quem trabalha por conta própria dentro de um limite anual de faturamento.

A separação entre conta pessoal e conta da empresa é o ponto onde a maioria dos MEIs perde o controle — sem isso, não existe lucro mensurável.

CLT vs PJ

CLT e PJ são dois formatos de contratação: um com vínculo empregatício e direitos trabalhistas, outro como prestação de serviço entre empresas.

A comparação honesta não é bruto contra bruto: é o líquido anual do CLT somado a FGTS, férias e 13º contra o líquido anual do PJ já descontados impostos e custos contábeis.

Veja também: Comparar lado a lado

ICMS

ICMS é o imposto estadual sobre circulação de mercadorias e alguns serviços, com alíquota definida por cada estado.

Em vendas entre estados a alíquota é interestadual e depende da origem e do destino; dentro do mesmo estado vale a alíquota interna.

Veja também: Alíquotas por estado

Cartão de crédito e dívidas

Como fatura, limite e juros funcionam — e como sair deles.

Fatura do cartão

Fatura é o conjunto de compras de um ciclo do cartão, fechado em uma data e cobrado em outra.

É a fatura que tem status de paga ou pendente — a compra em si já saiu do seu bolso no momento em que foi feita, mesmo que o dinheiro só deixe a conta no vencimento.

Data de fechamento

Data de fechamento é o dia em que o cartão para de incluir compras na fatura atual e passa a lançá-las na próxima.

Comprar um dia depois do fechamento estica o prazo de pagamento em quase um mês — é o único 'truque' de cartão que funciona sem custo.

Limite do cartão

Limite é o valor máximo que o emissor libera para compras ainda não pagas.

Limite não é renda nem reserva: ele mede o quanto o banco aceita te emprestar, e o parcelamento consome esse limite inteiro no ato da compra.

Rotativo do cartão

Rotativo é o crédito automático que você contrata ao pagar menos que o total da fatura, e é a linha de crédito mais cara do mercado brasileiro.

Trocar o rotativo por qualquer crédito mais barato — consignado, portabilidade, empréstimo pessoal — costuma ser a primeira medida de quem está saindo do vermelho.

Parcelamento de fatura

Parcelamento de fatura é a oferta do banco para dividir o valor em aberto em prestações com juros contratados.

Costuma ser mais barato que o rotativo e mais caro que um empréstimo pessoal — vale comparar o custo efetivo total antes de aceitar a oferta do app do banco.

Método bola de neve

O método bola de neve quita primeiro a menor dívida, para gerar vitórias rápidas e manter a motivação.

Matematicamente perde para o método avalanche, mas ganha em adesão: a dívida que você continua pagando vale mais que a estratégia que você abandona.

Método avalanche

O método avalanche quita primeiro a dívida de maior taxa de juros, minimizando o total pago.

É a escolha ótima quando as taxas são muito diferentes entre si — caso do rotativo do cartão convivendo com um consignado.

Investimentos e indicadores

Os índices que aparecem em toda aplicação brasileira.

Juros compostos

Juros compostos são os juros que incidem sobre o principal somado aos juros já acumulados.

É o mesmo mecanismo dos dois lados: trabalha a seu favor no investimento de longo prazo e contra você no rotativo do cartão.

Veja também: Simular juros compostos

Selic

A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira, definida pelo Copom a cada 45 dias.

Ela é o piso de referência do custo do dinheiro no país: quase todo rendimento de renda fixa e quase todo custo de crédito se movem junto com ela.

CDI

O CDI é a taxa dos empréstimos de curtíssimo prazo entre bancos e serve de referência para a maioria das aplicações de renda fixa.

Anda muito colado à Selic. Quando um CDB promete '110% do CDI', é essa taxa que está sendo multiplicada.

Veja também: Projetar rendimento

IPCA

O IPCA é o índice oficial de inflação do Brasil, medido pelo IBGE.

É o parâmetro para saber se um investimento realmente ganhou poder de compra: rendimento abaixo do IPCA significa perda real, mesmo com saldo maior.

Rendimento real

Rendimento real é o ganho de um investimento depois de descontada a inflação do período.

Um CDB que rendeu 10% num ano de 5% de inflação entregou cerca de 4,8% de ganho real — e é esse número que mede se você ficou mais rico.

Liquidez

Liquidez é a rapidez com que um investimento vira dinheiro na conta sem perda de valor.

Liquidez diária é requisito da reserva de emergência; para objetivos com data marcada, prazos maiores costumam pagar mais.

Open Finance e tecnologia bancária

O que o seu banco compartilha, com quem e sob qual autorização.

Open Finance

Open Finance é o sistema regulado pelo Banco Central que permite compartilhar seus dados bancários entre instituições, com a sua autorização.

Na prática, é o que permite um app de finanças ler extratos e faturas de vários bancos sem pedir a sua senha do banco.

Veja também: Bancos disponíveis

Consentimento

Consentimento é a autorização com prazo e escopo definidos que você dá para uma instituição acessar seus dados no Open Finance.

Ele é revogável a qualquer momento, tanto no app que recebeu o acesso quanto no aplicativo do seu banco, e expira sozinho se não for renovado.

Open Banking

Open Banking foi o nome da primeira fase da iniciativa, restrita a dados bancários, hoje incorporada ao Open Finance.

Os dois termos ainda são usados como sinônimos no dia a dia, mas o escopo atual inclui investimentos, câmbio, seguros e previdência.

Pix

Pix é o sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, disponível todos os dias, a qualquer hora.

Por não ter fatura nem ciclo, cada Pix é uma saída imediata de caixa — o que torna o registro no mesmo dia mais importante do que em compras no cartão.

Perfil de acesso

Perfil de acesso é o espaço financeiro compartilhado entre pessoas, cada uma com o seu papel de dono, editor ou visualizador.

É o que permite separar Família, PJ e investimentos sem misturar tudo na mesma conta — e sem que todo mundo possa editar tudo.

Veja também: Ver planos com perfis

Revisado em agosto de 2026