Seguro de eletrônicos (celular, tablet): cobertura real
Você desembolsou R$ 7.000 num celular topo de linha, R$ 5.000 num notebook para trabalho e R$ 3.500 num tablet pros filhos estudarem. Soma já passou de R$ 15.000 em eletrônicos. Em 2026, com a Selic em 14,75% empurrando o crédito pra cima e a substituição desses equipamentos saindo cada vez mais cara em parcelas, o seguro de equipamentos eletrônicos virou uma proteção que precisa estar no radar. O ponto não é vender medo — é entender quando o cálculo fecha e quando você está pagando pra cobrir uma coisa que talvez nunca aconteça.
O que cobre o seguro de equipamentos eletrônicos
O seguro de eletrônicos (regulado pela Susep dentro do ramo de seguros patrimoniais) cobre, em geral:
- Roubo e furto qualificado com boletim de ocorrência
- Quebra acidental (tela trincada, queda no chão, água/líquidos)
- Danos elétricos (queima por sobretensão, raio)
- Perda total por incêndio, alagamento, vandalismo
- Assistência técnica autorizada com peças originais
O que normalmente fica de fora: furto simples sem boletim (esquecimento, distração), dano causado por modificação não autorizada (jailbreak, root), perda do aparelho sem evidência de subtração, e uso comercial não declarado (revenda).
A cobertura pode ser nacional ou internacional. Se você viaja com frequência levando notebook caro, vale conferir se a apólice cobre fora do Brasil — muitas não cobrem por padrão.
Quanto custa e como o prêmio é calculado
O prêmio anual varia entre 5% e 12% do valor do equipamento, dependendo do modelo, idade do aparelho e cidade. Exemplos médios para 2026:
- iPhone 17 Pro (R$ 11.000): R$ 660 a R$ 1.320 por ano
- MacBook Air M4 (R$ 9.000): R$ 540 a R$ 1.080 por ano
- iPad Air (R$ 5.500): R$ 330 a R$ 660 por ano
- Smartphone Android intermediário (R$ 2.500): R$ 150 a R$ 300 por ano
Equipamentos com mais de 2 anos costumam ter prêmio mais alto proporcionalmente, porque o risco de quebra natural sobe. Algumas seguradoras só aceitam aparelhos com nota fiscal e até 6 meses de uso — fora disso, recusam ou cobram caro.
Quando vale a pena (e quando não vale)
Vale a pena quando: o equipamento custa mais de R$ 4.000, você não tem reserva de emergência para reposição imediata, ou o aparelho é ferramenta de trabalho (sem ele, você perde renda). Não vale quando: o equipamento já está depreciado e a indenização será baixa, o prêmio anual passa de 15% do valor, ou você tem reserva sólida e prefere autossegurar.
Compare também com a garantia estendida da loja. Em geral, a garantia estendida cobre só defeito de fábrica e não cobre roubo, queda ou líquidos — então não substitui o seguro completo. Mas em alguns casos, a garantia estendida do fabricante (Apple Care, por exemplo) cobre acidentes, e aí o seguro vira redundante.
A franquia importa mais do que parece
Muita gente contrata sem olhar a franquia. Sinistro de R$ 2.000 com franquia de R$ 1.500 deixa você quase no zero. Prefira apólices com franquia em percentual (5-15% do valor segurado), e ajuste o capital segurado conforme o aparelho deprecia.
Cuidados antes de contratar
- Leia a cláusula de território de cobertura se você viaja
- Confira se exige uso de capa/película (algumas seguradoras recusam sinistro de tela sem proteção)
- Veja se cobre acessórios (caneta, capa, fone) — geralmente não
- Verifique o prazo de carência (alguns produtos têm 30-90 dias antes de cobrir sinistro)
- Cheque a rede de assistência técnica autorizada — sem ela, você fica refém da seguradora
Como o Despezzas ajuda
Quando você tem 3-4 eletrônicos segurados, é fácil perder a conta do total. No Despezzas, agrupe todos os seguros de eletrônicos numa subcategoria específica dentro de "Seguros". A IA de categorização reconhece os débitos automaticamente, e a projeção mensal mostra o custo anual real. No perfil compartilhado, casal e família visualizam todas as proteções em um só lugar — e tomam decisões juntas quando chega a hora de renovar.
Crie sua conta gratuita e comece a aplicar hoje mesmo. Prefere pelo celular? Baixe para Android ou baixe para iPhone.