Fundo de emergência: quanto guardar em 2026 com a Selic alta
Construir fundo de emergência sempre foi recomendação básica. Em 2026, virou também o investimento mais convidativo do mercado. Com a Selic em 14,75% e o Tesouro Selic pagando ~14,5% a.a. com liquidez diária, a reserva trabalha enquanto espera o imprevisto. A pergunta agora não é "se faço", é "quanto" e "onde".
Quanto guardar — depende de quem você é
A regra dos "seis meses de despesa" precisa de ajuste fino. O número correto depende da estabilidade da renda:
- CLT estável, dois rendimentos no domicílio: 3 meses de despesas
- CLT em setor competitivo, renda única: 6 meses
- MEI ou autônomo: 6 a 9 meses
- Renda 100% comissionada ou freelance: 9 a 12 meses
Quem tem dependentes, financiamento longo ou problema de saúde recorrente soma mais 1 a 2 meses no topo.
Onde manter — o veredito de 2026
Com a Selic alta, o Tesouro Selic continua imbatível: rende perto da Selic, IOF zera depois de 30 dias e o IR cai pela tabela regressiva (15% após dois anos). Liquidez é D+1.
Alternativas válidas:
- CDB de banco médio com liquidez diária e 100%+ do CDI (com FGC)
- Fundo Simples DI taxa zero (alguns bancões oferecem)
- Conta remunerada de bancos digitais que rendem ~100% do CDI
Evite poupança (~7% a.a. em 2026, perde da inflação) e CDBs travados por prazo longo, mesmo que paguem mais.
A regra dos aportes constantes
Não precisa juntar R$ 30 mil de uma vez. Defina um aporte fixo mensal — entre 10% e 20% do líquido — e automatize. Em 24 a 36 meses, a reserva está completa. Importante: a reserva não é para investir nem para "aproveitar oportunidade". É para emergência médica, demissão, conserto urgente.
Como o Despezzas ajuda
No Despezzas, você cria uma meta de reserva, define o valor-alvo e acompanha o avanço mês a mês. O app projeta a data de conclusão com base no ritmo atual e avisa quando o cronograma desvia.
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