Fluxo de caixa para microempreendedor: o mínimo viável
Quase todo microempreendedor sabe quanto faturou no mês, mas poucos sabem quanto realmente sobrou. O fluxo de caixa é o que separa intuição de gestão — e não precisa ser uma planilha com 40 abas para funcionar. O mínimo viável já entrega 80% do resultado.
As três entradas obrigatórias
O fluxo de caixa do microempreendedor precisa registrar, no mínimo:
- Entradas: Pix, maquininha, marketplace, boleto, recebimento por nota fiscal
- Saídas operacionais: matéria-prima, frete, fornecedor, taxa, comissão
- Saídas fixas: DAS, ferramentas, internet, contador, aluguel
Tudo separado por data prevista e data realizada — porque o "vendeu" não é o "recebeu". Uma maquininha que recebe em D+30 pode quebrar o caixa de quem confunde nota emitida com dinheiro disponível.
Indicadores que importam de verdade
Não adianta registrar tudo se você não olha para os números certos. Os quatro mais importantes:
- Saldo do dia: quanto tem em caixa agora
- Saldo projetado em 30 dias: entradas previstas menos saídas previstas
- Margem de contribuição: receita menos custos variáveis (dá para crescer?)
- Ponto de equilíbrio: faturamento mínimo para cobrir custos fixos
Olhar esses quatro uma vez por semana já evita 90% das surpresas. E aqui entra a regra de ouro: separar dinheiro PJ do dinheiro PF, mesmo que ainda esteja no mesmo banco. Sem essa separação, o fluxo vira ilusão.
Como o Despezzas ajuda
No Despezzas, o fluxo de caixa fica automático: você conecta conta PJ via Open Finance, a IA categoriza Pix, maquininha e fornecedor, e os relatórios mostram entrada, saída e saldo projetado. Em 5 minutos você enxerga o lucro real do mês e ainda configura metas mensais para evitar gastos que comem a margem.
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