Financiamento imobiliário a dois: o que considerar antes
Comprar o primeiro imóvel é o projeto financeiro mais pesado da maioria dos casais brasileiros — e o mais arriscado de fazer sem conta na ponta do lápis. Com a Selic em 14,75% a.a. em 2026, financiamento imobiliário a dois virou um xadrez: a renda somada destrava limite, mas o custo total assusta. Antes de assinar, sente para fazer o exercício completo.
Renda somada, dívida compartilhada
Bancos permitem somar a renda de dois compradores para destravar limite — geralmente até 30% da renda bruta combinada pode comprometer a parcela. O que pouca gente lembra: a dívida também é dos dois. Se um perde o emprego, o outro precisa segurar sozinho ou negociar.
No regime de comunhão parcial de bens (padrão no casamento civil sem pacto), o imóvel comprado na constância da união entra na partilha em caso de divórcio, mesmo que só um nome esteja na escritura. Vale a pena conversar com um advogado se o aporte de entrada for muito desigual.
Cenário Selic 14,75% — vale a pena agora?
Programas como o Minha Casa Minha Vida ainda oferecem taxas reduzidas para faixas específicas de renda. Fora dele, o financiamento Caixa fica na casa de TR + 9-12% a.a., e os bancos privados podem ultrapassar 12% a.a. Em 20 anos, um imóvel de R$ 400 mil pode custar mais de R$ 900 mil ao fim do contrato.
Antes de fechar, simule três cenários:
- Sistema SAC vs. Price (SAC quita mais rápido o saldo devedor)
- Amortizar com FGTS a cada 2 anos (regra do FGTS habitação permite)
- Pagar parcelas extras com o 13º — quanto isso reduz o prazo total
O Despezzas no acompanhamento
Use as metas do Despezzas para guardar a entrada (geralmente 20-30% do valor) e o perfil compartilhado para registrar cada aporte. Ver a barra de progresso enche o ânimo e mostra quando o objetivo está próximo. Crie sua conta gratuita e comece a aplicar hoje. Prefere pelo celular? Baixe para Android ou baixe para iPhone.