Capital de giro para MEI: quanto separar e onde guardar
Capital de giro é o oxigênio do MEI. Sem ele, basta um cliente atrasar, uma maquininha cair ou o estoque subir de preço para o empreendedor recorrer ao cheque especial — que cobra mais de 14% ao mês — ou ao rotativo do cartão, com juros que ultrapassam 436% ao ano. O cálculo do quanto separar não é mágico, é matemática simples.
Quanto guardar de capital de giro
A regra básica é cobrir entre 3 e 6 meses de custos fixos da operação. Para chegar lá:
- Some os custos fixos mensais: DAS, internet, ferramentas, contador, aluguel se houver
- Some os custos variáveis médios: matéria-prima, frete, taxa de marketplace
- Multiplique o total por 3, 4 ou 6 meses (dependendo da sazonalidade)
- Adicione um colchão para imprevistos (10% costuma bastar)
Um MEI de serviços com R$ 1.500 de custos mensais precisa, no mínimo, de R$ 4.500 a R$ 9.000 de capital de giro. Para quem trabalha com estoque, o número quase dobra.
Onde guardar (e onde NÃO guardar)
Capital de giro precisa de liquidez diária. Esquece CDB de 2 anos, ações ou cripto. Boas alternativas em 2026:
- Tesouro Selic (rende ~14,5% a.a., liquidez D+1)
- CDB de banco médio com liquidez diária e FGC até R$ 250 mil
- Conta remunerada PJ de banco digital que rende próximo ao CDI
Evite manter capital de giro na conta corrente sem rendimento — com IPCA em torno de 4,1% a 4,8%, perder 12 meses parado significa perder poder de compra real.
Como o Despezzas ajuda
Separar capital de giro do dinheiro do dia a dia é metade da batalha. No Despezzas você cria uma "Reserva do Negócio" com meta de valor, acompanha o aporte mensal e visualiza junto com o caixa operacional. A IA categoriza Pix recebido e despesa de fornecedor, mostrando o quanto sobra de verdade para guardar.
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