Aposentadoria do MEI: como complementar e viver com dignidade
Ser MEI tem vantagens claras: tributação simples, formalização fácil e DAS mensal acessível. Mas existe uma armadilha pouco discutida — a contribuição do MEI ao INSS é calculada sobre o salário mínimo. Sem complemento, você se aposenta com 1 salário mínimo, mesmo faturando o teto de R$ 81 mil por ano.
Por que isso acontece
O DAS do MEI inclui contribuição previdenciária de 5% do salário mínimo. É barato, mas isso significa que sua base de cálculo no INSS é o mínimo — e o benefício futuro será o mínimo. Quem fatura R$ 6.000/mês como MEI e contribui só pelo DAS terá aposentadoria igual a quem fatura R$ 1.500.
Estratégias para complementar
Existem três caminhos principais:
- Complemento de 15% via GPS: pagar mais 15% sobre a diferença entre o mínimo e o salário que você quer ter de base. Permite aposentar com valor maior pelo INSS.
- Previdência privada: PGBL (se faz declaração completa de IR) ou VGBL com tabela regressiva. Aportes mensais consistentes resolvem.
- Investimentos próprios: Tesouro IPCA+, fundos imobiliários (FIIs) e ações de dividendos. Renda passiva diversificada.
A combinação ideal mistura previdência (forçar a disciplina) com investimentos próprios (flexibilidade e potencial de retorno).
A reserva para meses ruins também conta
MEI tem renda variável — alguns meses são fortes, outros frustram. Aposentadoria pressupõe que você consiga aportar mesmo em mês fraco. Mantenha reserva de emergência equivalente a 6 a 12 meses de custo de vida antes de focar em previdência. Sem reserva, qualquer crise força resgate antecipado com perda fiscal.
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